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Resumo geral do mundo agrícola em 13 de maio.
14/05/2013 16:20

Soja

ESTOQUE APERTADO
Os contratos futuros de soja voltaram a subir ontem na bolsa de Chicago, impulsionados pelo baixo nível dos estoques nos Estados Unidos, onde a colheita da safra 2012/13 foi castigada pela pior seca das últimas décadas. Os contratos com vencimento em julho fecharam em alta 18 centavos, cotados a US$ 14,0875 por bushel. Os traders também optaram por liquidar parte das apostas na queda dos preços nos contratos mais longos diante da percepção de que a melhora das condições climáticas para o plantio do milho nos EUA deve limitar a transferência de área para a soja. Em Primavera do Leste (MT), a saca de 60 quilos foi cotada a R$ 50 para compra e R$ 51,30 para venda, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

(Valor Econômico - SP - 13/05)

PRODUTORES COBRAM MEDIDAS CONTRA FERRUGEM ASIÁTICA
Produtores de soja em Mato Grosso que apontam a ferrugem asiática com a responsável pela perda de 40 milhões de toneladas, equivalente a US$ 1,5 bilhão na última safra, debateram, em audiência no Senado Federal, possíveis soluções para o problema. A maior dificuldade relatada pelos sojicultores está na resistência da doença ano após ano, o que, segundo estudiosos, demanda agilidade do governo federal no momento de avaliar e liberar a utilização de novos agrotóxicos para combater o fungo, que reduz a produtividade através da desfolha precoce da planta, ocasionando queda na produção.Os participantes da audiência solicitada pelo senador Blairo Maggi, maior produtor individual de soja do mundo, e que conhece na prática os prejuízos causados pela doença, afirmaram durante o encontro que as prováveis saídas dependem de pesquisa e liberação por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de novas substâncias químicas no combate à doença.Representantes dessas instituições também participaram do evento realizado na quinta-feira (9). Na condição de líder do setor produtivo no Congresso Nacional, Blairo Maggi articulou a audiência junto à Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado a fim de ampliar o debate sobre os impactos negativos e as possíveis soluções, para os prejuízos causados em virtude da presença da ferrugem asiática na soja brasileira. “Até mesmo os fabricantes sentem o mesmo desconforto dos produtores, porque sabem que determinados princípios ativos já não solucionam mais como deveriam ser. A ferrugem cria resistência aos remédios de forma muito rápida, as mudanças estão acontecendo e não estamos tendo como solucionar em tempo hábil”, pontuou Maggi. Participante da audiência, o produtor rural Silvésio de Oliveira ressaltou que o Brasil perdeu U$ 13 bilhões no último ano por falta de controle da ferrugem. “E os prejuízos são em cadeia, afeta o setor das aves, suínos, alimentação como um todo, geração de emprego e impacta até mesmo a balança comercial brasileira”, alertou acrescentando que os compromissos firmados pela Anvisa e Ibama para a safra 2012/2013 ainda não foram cumpridos. “Para a próxima safra, esses produtos precisam ser liberados em tempo hábil, ou seja, agora. Não se sabe se as empresas conseguirão atender as demandas após a liberação de novas substâncias”. Gerente-geral de Toxologia da Anvisa, Ana Maria Vekic, explicou que há no Brasil grande cautela com a identificação de produtos cancerígenos, e isso reflete no tempo de pesquisa e análise de substâncias químicas que serão utilizadas na fórmula de agrotóxicos.

(Gazeta Digital - MT - 13/05)

ADM INAUGURA FÁBRICA DE SOJA NO PARAGUAI
A Archer Daniels Midland (ADM) anunciou hoje a inauguração de sua nova fábrica de processamento de soja no Paraguai, na cidade de Villeta. A planta tem condições de processar 3,5 mil toneladas por dia e vai ampliar em mais de 20% a capacidade da companhia em processar oleaginosas na América do Sul.A nova fábrica, construída ao lado da já existente misturadora de fertilizantes da empresa, está localizada perto de uma instalação portuária no rio Paraguai.A empresa informou que essa localização estratégica permite a integração completa de logística, uma vez que as embarcações chegam com insumos para a produção de fertilizantes e saem carregados com os produtos de soja. Ainda, os caminhões chegam com soja de diferentes regiões do país, e voltam ao campo com fertilizantes projetados para atender as muitas e variadas demandas de agricultores modernos e produtivos.A ADM é uma das principais companhias de agronegócio do mundo. No último resultado divulgado ao mercado, referente ao trimestre encerrado em 31 de março, a companhia informou lucro líquido de US$ 269 milhões, uma queda de 33% em relação aos US$ 405 milhões de igual trimestre de 2012.

(Valor Econômico - SP - 13/05)

Milho

COBERTURA DE POSIÇÕES
O milho recuperou-se ontem das perdas registradas no dia anterior em Chicago, sustentado por uma cobertura de posições vendidas na véspera da divulgação do novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Os papéis para julho encerraram em alta de 15,75 centavos, a US$ 6,4875 por bushel. O temor de que as chuvas e a neve no Meio-Oeste americano fizessem os produtores migrar do milho para a soja está sendo gradualmente diluído com a melhora do clima. "O produtor americano também é muito eficiente. Uma trégua do clima e ele consegue rapidamente semear", disse Daniel D´Ávila, analista da Newedge USA. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos ficou em R$ 25,52, alta de 0,08%.

(Valor Econômico - SP - 13/05)

GOVERNO COMPRARÁ MILHO ARGENTINO
As 75 mil toneladas do produto compradas pelo governo até agora custarão R$ 43,85 milhões Brasília. Entraves logísticos obrigarão o governo federal a receber milho argentino nas compras feitas por meio de leilão para atender os criadores de gado afetados pela seca. Isso porque a trading que arrematou um lote de 20 mil toneladas de milho não conseguirá originar o produto de seu estoque no País, tendo de ir buscar o cereal na Argentina. É uma ironia, tendo em vista a situação de ampla oferta de milho no mercado interno, o que leva produtores brasileiros a pressionar por medidas de apoio ao escoamento da safra recorde do cereal, já que falta espaço nos armazéns no Centro-Oeste e há risco de os grãos serem estocados a céu aberto. O lote de 20 mil toneladas de milho argentino, que serão entregues no porto de Salvador, foi a primeira compra feita pelo governo por meio dos leilões realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ao todo serão compradas 103 mil toneladas de milho para atender pequenos criadores que sofrem com a seca prolongada. O cereal será doado aos governos estaduais, que serão responsáveis pelo ensacamento, transporte e distribuição nos municípios atingidos pela seca. No leilão da semana passada, o governo conseguiu comprar mais dois lotes com prazos mais alongados para entrega: 30 mil toneladas do Paraná para desembarque no Ceará e outras 25 mil que irão de Mato Grosso para Pernambuco. As 75 mil toneladas compradas até agora custarão R$ 43,85 milhões. O governo procura interessados em vender 28 mil de toneladas de milho para descarga nos portos da Paraíba e Rio Grande do Norte.

(Diário do Nordeste - CE - 13/05)

MILHO QUE SERÁ COLHIDO A PARTIR DESTE MÊS TEM PREÇOS ATÉ 28% MENORES
O milho, que segue, pela segunda safra seguida, como o principal produto sul-mato-grossense em volume produzido, vivencia uma contradição: a colheita projetada é recorde e o mercado é desfavorável. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê, conforme levantamento divulgado na quinta-feira (9), que o Estado vai produzir 6,67 milhões de toneladas do cereal neste ano. Essa produção é 6,6% maior que a estimada em abril, de 6,23 milhões de toneladas e 9% acima do total colhido na safra anterior, de 6,11 milhões de toneladas. O efeito colateral da superprodução é a queda de preços, agravada por problemas de armazenagem e escoamento. Desde dezembro, o milho já foi desvalorizado em 28,3%.“O cenário do milho, hoje, é de produção excelente e mercado ruim”, resume Lucas Galvan, diretor executivo da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS).Ele explica que o aumento da produção se relaciona aos bons preços da soja no início da safra de verão e o decorrente investimento nessa cultura. Conforme ele, cerca de 70% da área da soja são usados para o plantio do milho. Assim, o crescimento de um produto influencia no de outro.Galvan acrescenta que o clima também tem colaborado. Após duas semanas de estiagem, voltou a chover nas regiões produtoras do Estado. “Não temos ainda um levantamento sobre isso, mas já podemos dizer que a produção não será mais afetada pelo clima”, afirma. Ele acredita que o volume colhido do cereal não seja inferior a 6,5 milhões de toneladas, considerando os números da Conab e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na semana passada, o IBGE divulgou a previsão de 6,81 milhões toneladas de milho a serem colhidas em MS.

(Correio do Estado - MS - 13/05)

Café   

FRIO PREOCUPA
A preocupação de que a queda das temperaturas provoque geadas e danifique as lavouras no Brasil impulsionou ontem os preços do café arábica na bolsa de Nova York. Os contratos para entrega em julho fecharam em alta de 375 pontos, a US$ 1,4790 por libra-peso. Somente em maio, as cotações da commodity avançaram cerca de 10% em Nova York. Entretanto, os mapas climáticos não indicam motivos para tamanha preocupação - ao menos por ora. "Não há previsão de geadas nos próximos 15 dias nas regiões produtoras de café do Brasil", afirmou Marco Antônio dos Santos, especialista da Somar Meteorologia. No mercado interno, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 310 e R$ 320, segundo o Escritório Carvalhaes.

(Valor Econômico - SP - 13/05)

Grãos   

COLHEITA ARGENTINA DE GRÃOS GERA FRUSTRAÇÃO
A produção argentina de grãos deste ano caminha rapidamente para se tornar uma frustração para o governo do país, que projetava uma colheita de 100 milhões de toneladas e contava com uma retomada expressiva das exportações de cereais e oleaginosas.A previsão de 51,3 milhões de toneladas de soja, que ainda consta nas projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), já havia sido revista pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires e pela Associação da Cadeia de Soja (Acsoja), no ano passado, para 48,5 milhões de toneladas, em função do atraso no plantio no ano passado. Mas já se duvida no mercado argentino que mesmo esse total seja alcançado."O rendimento está caindo à medida em que a colheita avança e atualmente está em 2,5 mil quilos por hectare, o que permite projetar uma produção de 45 milhões de toneladas", afirmou Pablo Adreani, da consultoria Agripac. Na safra passada, afetada por uma seca, a produção ficou em 40,5 milhões de toneladas.Além da colheita menor, há indícios claros de que o sojicultor argentino está cauteloso no ritmo de suas vendas, à espera de uma pouco provável desvalorização do peso. Mesmo com a produção um pouco maior do que na safra passada (2011/12), as declarações de compra registradas na Bolsa de Cereais de Buenos Aires caíram da faixa de 24,9 milhões de toneladas para 17,2 milhões, um dado que soma as vendas acumuladas relativas à safra atual (2012/13) e o volume remanescente do ano anterior. "Há interesse em permanecer com a soja como proteção contra a inflação e o atraso cambial", disse Adreani. Para pagar compromissos, o produtor argentino tem optado por acelerar as vendas de milho ao exterior, aproveitando a liberação de cotas para o governo."Houve uma grande antecipação nas vendas este ano para aproveitar o preço internacional e as licenças de venda concedidas pelo governo", afirmou Martín Fraguío, diretor técnico da Maizar, a entidade patronal de milho e sorgo. Segundo Fraguío, a safra argentina de milho deve passar de 21,2 milhões para 24,8 milhões de toneladas este ano e as exportações devem crescer de 17 milhões para 19 milhões de toneladas.Na Argentina, ao contrário do que ocorre com a soja, as exportações de milho são limitadas pelo governo. No fim de 2012, o governo autorizou exportações de 15 milhões de toneladas de milho para embarque no início deste ano, para atenuar na balança o colapso das exportações de trigo, que também são reguladas por cotas.Na triticultura, o governo argentino autoriza a venda apenas do excedente de produção que supere as 7 milhões de toneladas reservadas para o mercado interno. Em uma situação análoga à que se passou no mercado de carne bovina, em que o pecuarista reduziu seu rebanho, o produtor de trigo migrou para outros cultivos, como cevada, e a área plantada em 2012 foi 31% menor que em 2011. A colheita caiu 37%, de 14,5 milhões para 9 milhões de toneladas.Na última semana, o governo prometeu um estímulo para o segmento: devolver em dezembro US$ 600 milhões como reembolso do imposto sobre as exportações para os produtores que conseguirem gerar excedente de produção. Mas o anúncio não entusiasmou."A intenção de plantio este ano deverá apontar um crescimento de 6% e a situação climática melhor deve fazer com que o rendimento cresça e a produção chegue a 11 milhões de toneladas. Mas isso porque a redução da área plantada chegou a um piso abaixo do qual prejudica a rotação de culturas", disse Santiago Labourt, presidente da entidade patronal Argentrigo. Segundo ele, "o que o segmento quer é o fim do regime de cotas".

(Avicultura Industrial - SP - 13/05)

USDA PROJETA SAFRA RECORDE DE SOJA E MILHO NOS EUA
Uma safra recorde de milho e soja nos EUA deverá pôr fim a três anos de estoques apertados no país, mas a safra de trigo de inverno é menor que a esperada, disse o governo na sexta-feira (10).As tradings de grãos têm se preparado para uma oferta apertada na próxima temporada, mas os estoques finais de milho e soja para o novo ano-safra serão levemente maiores do que o esperado.A previsão divulgada nesta sexta-feira é a primeira para a colheita no outono do hemisfério norte. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) disse que o país irá colher um recorde de 14,14 bilhões de bushels, apesar de um início tardio no plantio que irá reduzir produtividades.De mesma forma, os estoques de milho nos EUA ao final de 2013/14 deverão atingir 2,004 bilhões de bushels, segundo o USDA, quase três vezes mais que os 759 milhões de bushels previstos para 31 de agosto do atual ano comercial e levemente acima das estimativas do mercado. A produção de soja dos EUA foi estimada em um recorde de 3,39 bilhões de bushels em 2013/14, com estoques finais praticamente dobrando, para 265 milhões de bushels, ante os 125 milhões estimados para 31 de agosto deste ano. A estimativa dos traders ficou na média de 236 milhões de bushels para o final da nova temporada.A safra de inverno de trigo dos EUA foi prevista em 1,49 bilhão de bushels, queda de 10 por cento ante o ano passado, principalmente devido a danos com o frio e a seca no centro e no sul das Planícies, principal região produtora.

(Reuters - SP - 13/05)

Algodão 

DEVASTAÇÃO DE PLANTAÇÕES DE ALGODÃO NO OESTE BAIANO PODE SER BIOTERRORISMO, DIZ SEAGRI
A destruição das plantações de algodão e soja registrada em nove municípios do oeste baiano e em mais quatro estados brasileiros pode ser resultado de bioterrorismo, afirmou o secretário estadual da Agricultura e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Agricultura, Eduardo Salles. As plantações estão sendo devastadas pela lagarta Helicoverpa Armigera, praga que tem causado grandes prejuízos a produtores no estado. A infestação, nunca registrada em solo brasileiro, já causou prejuízos superiores a R$ 1 bilhão e compromete 228 mil hectares de algodão somente na Bahia. A suspeita de um possível ataque bioterrorista é investigada pela Polícia Federal (PF) e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Em uma reunião em Barreiras, nesta sexta (10), entre produtores, secretários de Agricultura, Meio Ambiente e Saúde dos municípios afetados, além de promotores do Ministério Público Estadual (MP-BA) e do Trabalho (MPT), ações e regras foram definidas para a aplicação do produto agroquímico Benzoato de Amamectina no combate à lagarta. Segundo Salles, o produto, importado, já está em solo brasileiro e chegará ao município de Luís Eduardo Magalhães até quarta (15), onde ficará armazenado e autorizado o uso sob o monitoramento da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). Os promotores dos Ministérios Públicos aguardam ainda as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) para dar sequência ao processo de aplicação. “Estima-se que com a utilização deste produto específico para a Helicoverpa aconteça redução populacional para assim podermos agir no manejo da lavoura”, afirmou Salles.

(Bahia Noticias - BA - 13/05)

Agronegócio

PLANTIO DIRETO AINDA APRESENTA DEFICIÊNCIAS NO PARANÁ
A utilização de uma só cultura nas safras de verão e inverno pode até ser rentável quando os preços de algumas commodities agrícolas estiverem bons. Mas para o solo, a monocultura tem sido, em longo prazo, um vilão para o sistema de plantio direto que, segundo especialistas, está perdendo cada vez mais qualidade e eficiência. O assunto foi uma das questões mais debatidas durante a III Reunião Paranaense de Ciência do Solo, ocorrida entre os dias 7 e 9 de maio em Londrina, que reuniu diversas empresas e entidades para debater o plantio direto e outras questões relacionadas ao solo. De acordo com Arnaldo Colozzi Filho, presidente da comissão organizadora do evento, o assunto foi escolhido porque os produtores paranaenses estão deixando de seguir as orientações recomendadas para a obtenção de um sistema eficiente de plantio direto, principalmente no que diz respeito à não adoção do sistema de rotação de culturas. Rafael Fuentes, especialista em solos do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), explica que o produtor pode plantar soja no verão e milho no inverno. Porém, ele destaca que é necessário diversificar pelo menos uma parte dessa área.Para Fuentes, o agricultor precisa mudar de atitude. "Não tem uma receita pronta, mas se o agricultor plantar soja com milho no verão a cada três anos, por exemplo, ele já consegue melhorar um pouco a qualidade do seu plantio direto", observa. No inverno, ele também recomenda, a cada três anos, destinar um terço da área para o plantio de aveia, nabo ou ervilha, culturas que retém alto teor de matéria orgânica no solo. Fuentes critica os produtores dizendo que eles estão muito acomodados com as culturas tradicionais. Na opinião do especialista em impactos nos sistemas de produção agrícola da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Ricardo Ralisch, o desenvolvimento do sistema de plantio direto parou depois de 40 anos de crescimento. "O plantio direto bem aplicado é um sistema que torna a atividade agrícola sustentável, reduz os custos de produção e aumenta a produtividade", completa o professor.Segundo ele, uma das razões para que a técnica não tenha sido aplicada de forma plena é o fato de o sistema de produção ser baseado no livre mercado. "Isso foi bom em determinado momento porque aconteceram grandes mudanças no sistema produtivo. Por outro lado, a total liberdade trouxe obstáculos econômicos." Ralisch explica que o mercado dita aos produtores o que devem ou não plantar. "Os produtores são imediatistas porque o sistema os induz", completa o professor.Ralisch enfatiza que é preciso discutir a atividade agropecuária, mostrando aos produtores e para a população que vive nas cidades qual é o papel do setor na economia, no meio ambiente e na sociedade. Uma solução apontada pelo especialista para fomentar a adoção do sistema de plantio direto é a criação de crédito direto para quem implanta rotação de culturas em sua área. "Os agricultores que adotam o sistema deveriam ser beneficiados também com taxas de juros diferenciadas", completa. Foco Realizado a cada dois anos, o encontro de ciência do solo, que iniciou em 2009, já passou pelas cidades de Pato Branco, no Sul do Paraná, e pela Capital. "A nossa ideia é percorrer todas as grandes regiões produtoras do Estado para debater os problemas desses locais", revela Arnaldo Colozzi Filho, membro da organização do evento. Ao todo, segundo ele, foram mais de 620 inscritos, contando com a participação de 115 instituições de pesquisas.

(Folha de Londrina - PR - 13/05)

RODOVIAS COM PEDÁGIO TÊM ALTA NO FLUXO DE VEÍCULOS PESADOS EM ABRIL
O movimento de veículos em rodovias com pedágio em abril, medido pelo Índice ABCR, ficou estável na comparação com março, considerando dados dessazonalizados. O indicador é produzido pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e pela Tendências Consultoria Integrada.O destaque positivo foi a movimentação de veículos pesados (como caminhões), que estão ligados ao ritmo da produção industrial. Houve crescimento significativo de 4% na comparação com o mês anterior. "A alta dos pesados tem forte relação com o agronegócio, principalmente a questão da supersafra de soja, que aumenta o deslocamento de caminhões para o transporte da carga”, disse Rafael Bacciotti, economista da Tendências, em texto divulgado pela associação. Segundo ele, considerando outros indicadores, a alta no fluxo de pesados sinaliza “uma nova elevação da produção industrial no mês de abril”.Já o fluxo de veículos leves recuou 2,1% em relação a março. “O resultado dos leves reflete o desempenho do emprego e da renda que continuam a crescer, porém em um ritmo menor”, afirmou Bacciotti.Comparação anual Em relação ao mesmo período de 2012, o índice total apresentou alta de 1,1%. O crescimento dentre os pesados foi ainda mais forte na comparação com um ano antes, de 11,3%. O fluxo de veículos leves recuou 2,5% frente um ano antes.No acumulado de 12 meses, o fluxo total teve expansão de 3,8%. Considerando essa mesma base, o fluxo de leves cresceu 4,3% e o de pesados, 2,3%.

(Valor Econômico - SP - 13/05)

COM JURO MENOR, PSI DESBANCA MODERFROTA
Engrenagem essencial para o crescimento do mercado brasileiro de máquinas agrícolas desde o início a década passada, o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) perdeu espaço para o Programa de Sustentação do Investimento (PSI).Ambos são operacionalizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas o PSI tem juros mais baixos. Com isso, os desembolsos do Moderfrota, que chegaram a alcançar R$ 2,8 bilhões em 2002, diminuíram para R$ 9,4 milhões no ano passado.Criado em 2009 pelo governo federal, o PSI nasceu com o objetivo de ajudar o setor produtivo e evitar uma retração na economia em meio à crise financeira mundial. Com taxa de juros de 3% neste semestre, ante os 5,5% do Moderfrota, o PSI tornou-se "imbatível" como fonte de recursos para o setor de bens de capital e de máquinas agrícolas.Um dos primeiros programas governamentais de incentivo à mecanização agrícola, o Moderfrota foi lançado em 2000 com taxas de juros entre 9,75% e 12,75% ao ano. Dois anos depois, alcançou seu desembolso recorde. Mas as liberações de recursos despencaram com o lançamento do PSI.Em 2009, foram R$ 1,393 bilhão, e no ano seguinte as liberações já foram de apenas R$ 17 milhões. Nesse contexto, desde a safra atual (2012/13) o Moderfrota financia apenas tratores, colheitadeiras e implementos usados, de acordo com Mauro Lopes, gerente de financiamento de máquinas e equipamentos agrícolas do BNDES. "É uma ferramenta complementar ao PSI", afirmou Lopes.Como quem acessa as linhas do Finame Agrícola para a aquisição isolada de máquinas e equipamentos agrícolas novos pode usar os juros mais baixos do PSI, esse programa também passou a representar quase todos os desembolsos do Finame.No 1º trimestre deste ano, 99% dos desembolsos do Finame Agrícola (R$ 3,1 bilhões) foram nas condições do PSI, conforme dados fornecidos pelo BNDES.Esse montante - que cresceu cerca de 135% na comparação com o mesmo período de 2012 - inclui, ainda, operações feitas com taxas de juros de 2,5% ao ano (que valeram até 31 de dezembro de 2012) e outras com os 3% definidos para o 1º semestre deste ano. Nos primeiros três meses de 2012, 98% dos desembolsos do Finame foram com as taxas do PSI.No PSI, as taxas já são fixas para o tomador final. No Finame, além da taxa de 5% ao ano há outros custos incidentes, como o spread do agente financeiro, o que torna a operação ainda menos vantajosa em relação ao PSI.O PSI, que vem sendo renovado, nasceu com taxas médias de 4,5% ao ano, bem abaixo dos 10,25% praticados nas linhas do Finame em 2009. Em maio de 2012, o PSI foi prorrogado até 31 de agosto de 2012, mas com juros de 5,5% ao ano. Depois, e até dezembro do ano passado, a taxa foi reduzida para 2,5%. Veio mais uma prorrogação, desta vez até o fim deste ano, e os juros foram fixados em 3% neste primeiro semestre e em 3,5% para o segundo. Enquanto isso, os juros do Moderfrota são de 5,5% até junho.Dada a importância que adquiriu para o setor de bens de capital, o PSI não deverá ser extinto pelo governo federal no fim deste ano. Uma nova prorrogação é aguardada, com uma taxa de juros que deverá ser divulgada no segundo semestre, de acordo com fontes consultadas pelo Valor. "Se não tiver notícia de renovação do PSI, vai ser um alvoroço", diz Lopes.Assim, afirma Milton Rego, diretor da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o PSI, ao lado do elevado patamar de preços de boa parte das commodities agrícolas produzidas pelo Brasil, tornou-se uma ferramenta importante para a manutenção dos investimentos dos agricultores em mecanização.No ano passado, por exemplo, o segmento vinha amargando quedas na comercialização de máquinas diante da forte seca registrada na região Sul no primeiro trimestre, que reduziu a produção de grãos e a renda dos produtores, e da recuo das operações nos programas governamentais voltados à agricultura familiar, como o Mais Alimentos.Mas a redução dos juros do PSI no 2º semestre devolveu fôlego ao segmento, e as vendas de tratores e colheitadeiras cresceram 6,2% no ano passado em relação a 2011, para 69,374 mil unidades, acima dos 5% esperados inicialmente pela Anfavea. Para 2013, a entidade prevê crescimento de 4% a 5% - que, se confirmado, significará um novo recorde. (Colaborou Tarso Veloso, de Brasília)

(Valor Econômico - SP - 13/05)

EMBRAPA SUÍNOS E AVES LANÇA FERTILIZANTE ORGÂNICO NA AVESUI
O Adumax, fertilizante orgânico produzido a partir do tratamento de dejetos suínos, será apresentado pela primeira vez ao mercado nacional pela Embrapa Suínos e Aves de Concórdia (SC), unidade descentralizada da empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, durante a AveSui 2013, Feira da Indústria Latino-Americana de Aves e Suínos que acontece de 14 a 16 de maio no CentroSul, Centro de Convenções de Florianópolis (SC).Para se chegar ao novo produto, pesquisou-se um arranjo tecnológico capaz de resolver um problema da cadeia suína, a falta de terra nas propriedades para aplicar os dejetos como adubo. O desenvolvimento do Adumax passou por três etapas: a pesquisa da tecnologia de compostagem, o teste prático da produção e a materialização do produto, que será vendido no varejo (em supermercados e agropecuárias) em unidades de dois quilos. "O arranjo tecnológico inclui a produção de suínos, com os dejetos (que devem ter uma concentração de sólidos totais acima de 5%) servindo de matéria-prima para a compostagem e o enriquecimento do fertilizante; a compostagem, quando os dejetos são distribuídos por uma máquina em um leito de compostagem com serragem proveniente de madeira de reflorestamento; e a fábrica de adubo, onde o composto orgânico é peneirado e embalado para comercialização", explica o pesquisador Paulo Armando de Oliveira, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia. O lançamento do biofertilizante será feito durante a palestra do pesquisador no dia 14 de maio, no painel "Biomassa & Bioenergia".Entre os benefícios do uso do fertilizante orgânico estão a geração de renda pela comercialização do produto; a possibilidade de ampliação do plantel de suínos em uma mesma área; a destinação ambientalmente correta para os dejetos suínos; a baixa emissão de gases de efeito estufa (como; por exemplo; o gás metano); a reciclagem de resíduos da produção; a redução de odores no tratamento; a possibilidade de obtenção de créditos de carbono; o aumento de matéria orgânica no solo; e o fato de ser uma tecnologia contemplada no programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) do Governo Federal.O Adumax pode ser aplicado em hortas e jardins, além de servir para o reflorestamento e a cultura de grãos. O produto tem a parceria da empresa CTR Indústria de Fertilizantes, de Jaborá (SC).Além do Adumax, a Embrapa Suínos e Aves leva para a AveSui orientações sobre o manejo pré-abate de suínos, a CIAS (Central de Inteligência de Aves e Suínos), e a galinha poedeira de ovos coloniais Embrapa 051. O bem-estar no manejo pré-abate de suínos não é apenas uma questão de respeito com os animais. Os cuidados também trazem melhores condições de trabalho nas granjas e benefícios econômicos. As recomendações da Embrapa incluem a retirada dos animais das baias, a condução pelo corredor até o embarcadouro e como deve ser construída a rampa de embarque no caminhão.O trabalho considera a importância de se preocupar com os animais em todos os momentos prévios ao embarque para os frigoríficos e durante o transporte até a chegada aos abatedouros. O principal cuidado que o produtor deve ter nas horas anteriores ao embarque é manter os animais em jejum. Isso é importante por questões de bem-estar, mortalidade, economia e qualidade da carne. A densidade de suínos nos caminhões, o tempo de viagem e o comportamento dos motoristas ao volante também são cuidados importantes para o bem-estar do animal. O resultado da adoção das práticas de bem-estar no manejo pré-abate reflete no trabalho e na rentabilidade dos produtores e das agroindústrias. A CIAS (Central de Inteligência de Aves e Suínos) é uma página eletrônica com informações econômicas das duas cadeias produtivas. O site, lançado em 2011, foi desenvolvido pelas equipes de socioeconomia, comunicação e tecnologia da informação da Embrapa Suínos e Aves. A CIAS publica mensalmente os índices dos custos de produção de aves e suínos (ICPFrango e ICPSuíno) e os custos de produção referenciais nos 11 maiores estados produtores do Brasil. Também são oferecidos mapas, análises e cotações dos mercados de milho e de soja, em parceria com outras unidades da Embrapa e da Conab. O endereço é www.cnpsa.embrapa.br/cias. A poedeira colonial Embrapa 051 oferece uma produção bem superior às aves coloniais rústicas. A Embrapa 051 produz de 280 a 300 ovos a cada ciclo, enquanto uma galinha colonial comum atinge 80. A poedeira da Embrapa também é considerada de duplo propósito, com capacidade para produção de ovos pelas fêmeas e de carne pelos machos (abatidos com 120 dias). A poedeira se destina a criações semiconfinadas ou agroecológicas. Apesar de apresentar características coloniais, ela preserva todas as vantagens da avicultura comercial, como o controle sanitário e a garantia de qualidade do produto oferecido ao consumidor.A poedeira colonial 051 da Embrapa Suínos e Aves ganhou ainda mais espaço no mercado nacional voltado à avicultura alternativa em 2012. A parceria com a Gramado Avicultura permitiu que fossem comercializadas, em média, 83 mil poedeiras por mês no ano passado, chegando a mais de um milhão de aves no ano, o que equivale a cerca de 3,4% do mercado nacional das poedeiras de ovos vermelhos. A Embrapa Suínos e Aves participará também do debate conjuntural "Os desafios para um agronegócio competitivo" que abre a programação da AveSui, no dia 14, e terá a presença de outras entidades ligadas às cadeias produtivas; com o pesquisador Marcio Busi que apresenta o estudo do arranjo tecnológico na utilização do biogás para geração de energia elétrica - Caso Tupandi, durante o painel Biomassa & Bioenergia; e com vários trabalhos científicos.Fonte: Embrapa

(Avicultura Industrial - SP - 13/05)

ODEBRECHT FARÁ FERTILIZANTE E COMBUSTÍVEL NA VENEZUELA, DIZ MADURO
A Brasken, braço petroquímico da Odebrecht, fechou acordo com a Pequiven venezuelana para produzir na Venezuela 1,5 mil toneladas anuais de ureia, anunciou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, após encontro com a presidente Dilma Rousseff. Também com a Brasken, foi firmado um acordo para instalação de uma fábrica destinada a melhorar a qualidade do coque verde venezuelano, derivado de petróleo usado como combustível, e um acordo de garantia de fornecimento do produto ao Brasil."Não é só fertilizante para nossa revolução agropecuária, mas também para abastecer o Norte e Nordeste do Brasil", disse Maduro ao anunciar o acordo na área da ureia. A presidente Dilma Rousseff, ao discursar pouco antes de Maduro, citou as futuras compras de ureia e de coque como uma forma de incrementar o comércio bilateral e reduzir o superávit em favor do Brasil, hoje em torno de US$ 4 bilhões anuais.Os dois presidentes comemoraram a soma do comércio entre os dois países, que passou de US$ 6 bilhões no ano passado, e Maduro anunciou a intenção de elevar a corrente de comércio para US$ 15 bilhões.

(Valor Econômico - SP - 13/05)

ASSENTAMENTO É VISTORIADO APÓS SUPOSTA PULVERIZAÇÃO IRREGULAR EM MT
Fiscais de meio ambiente de Tangará da Serra estiveram no assentamento Riozinho, em Nova Olímpia, a 207 quilômetros de Cuiabá. A equipe foi avaliar a denúncia de contaminação por agrotóxico nas lavouras, depois que um avião agrícola sobrevoou a região que fica a 40 quilômetros da cidade. Moradores disseram que a aeronava teria contaminado os alimentos, inclusive, algumas pessoas passaram mal após comerem frutas.O sindicato dos trabalhadores rurais da região denunciou o prejuízo à lavoura dos pequenos produtores supostmente provocado por um avião que pulverizava pesticida na pastagem da fazenda Macarena. “O avião fez um manobra sobre o espaço e comunicaram que ele abriu a válvula sobre o assentamento”, explicou o coordenador de meio ambiente do município, Valdeci dos Anjos Gonçalves.A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) pediu um laudo ao Instituto de Defesa Agropecuária do estado de Mato Grosso (Indea) para comprovar se realmente houve a contaminação por defensivos agrícolas, tanto no assentamento como em fazendas da região. No caso de Riozinho, os responsáveis podem responder por aplicação indevida de agrotóxicos. Além disso, será investigado se houve crime contra o meio ambiente. Para esses casos, a multa pode variar de R$10 mil a R$100 mil.

(Agrodebate - MT - 13/05)

AL: GOVERNO ENTREGA SEMENTES E EQUIPAMENTOS PARA AGRICULTORES DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS
Os agricultores de Palmeira dos Índios recebem, nesta segunda-feira (13), 21.400 quilos de sementes de milho e feijão para garantir o plantio e a safra de 2013, numa ação do Programa de Sementes, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri). Ao todo, 2.500 agricultores serão beneficiados.A solenidade, que vai contar com a presença do secretário de Estado da Agricultura, José Marinho Júnior, e do prefeito do município, James Ribeiro, será realizada a partir das 9h, na Praça da Independência, no Centro da cidade. Também são esperados produtores rurais, vereadores, secretários municipais, representantes de cooperativas, associações e sindicatos rurais.O governo do Estado, por meio da Seagri, repassa 850 toneladas de sementes para cerca de 80 mil agricultores em todos os 102 municípios. O Programa de Sementes é um dos projetos do Alagoas Tem Pressa e recebe investimentos do Fundo Estadual e Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep). Além das sementes, também serão entregues farelo de milho e sorgo para alimentação animal, numa ação de combate aos efeitos da seca, máquinas plantadeiras, arados de tração animal e 2 mil pintinhos, por meio do Programa de Avicultura Familiar Sustentável (PAF).Em Palmeira dos Índios, devido à parceria entre as secretarias de Agricultura do Estado e do Município, três agrônomos e quatro técnicos agrícolas prestam orientação aos agricultores. A cada ano, de acordo com o secretário municipal, Luciano Monteiro, a prefeitura promove a aração da terra para os agricultores que têm até 10 tarefas. “O procedimento é necessário para que eles possam realizar o plantio das sementes”, frisou o secretário.Além dos agricultores familiares, o Programa de Sementes atende às demandas de movimentos sociais, assentados da reforma agrária, comunidades quilombolas e indígenas. Mais informações pelo telefone (82) 3315-3672, das 8h às 14h.

(Aqui Acontece - AL - 13/05)

PREFEITURAS DO PARANÁ COMEMORAM A CHEGADA DE 154 MÁQUINAS ENTREGUES PELO MDA
Nesse sábado (11), 102 municípios do Paraná receberam as máquinas que vão ser usadas para melhorar a qualidade de vida do meio rural e impulsionar o comércio e a indústria local. O maquinário foi entregue pelo Ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA).Foram dois eventos que mobilizaram prefeitos de municípios com até 50 mil habitantes, um dos critérios usados na escolha dos beneficiados. A entrega de máquinas, que já é considerada uma das marcas fortes do Governo Federal na busca pelo desenvolvimento da agricultura familiar, contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. A primeira entrega ocorreu no começo da manhã em Paranavaí, no noroeste do estado, há 500 quilômetros da capital. No total, 91 máquinas, 56 retroescavadeiras e 35 motoniveladoras, foram recebidas com festa pelos prefeitos de 56 municípios da região. Um dos presentes era Roberto Corredato, da cidade de Rondon, que tem 10 mil habitantes. Emocionado, ele afirmou que nunca as prefeituras ganharam um incentivo tão importante para o desenvolvimento das pequenas cidades. “Este investimento vai mudar nossa realidade. As prefeituras não teriam condições de adquirir este maquinário. Teremos mais estradas em melhores condições para escoar o que é produzido pelos agricultores familiares. E não só a agricultura, mas a educação, a indústria e o comércio de cada cidade será beneficiada”. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, destacou a responsabilidade que cada prefeito tem agora em administrar o maquinário de forma coerente e eficaz para beneficiar a população. Ele lembrou ainda, que os municípios que ainda não foram contemplados receberão as máquinas até o fim de 2013. “O MDA, seguindo o planejamento da presidenta Dilma Rousseff, esta empenhado em entregar no menor tempo possível, as 18 mil máquinas para os 5.058 municípios brasileiros. Todas as necessidades de uma comunidade passam pelas estradas vicinais, por isso não é só a população do meio rural que será beneficiada por este programa, mas todo o município”.A ministra Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, destacou a importância do sucesso deste projeto e a parceria dos prefeitos. “Sem a determinação de cada administrador municipal não haveria condição de oferecer um programa que traz tantos benefícios às comunidades de cada canto do Brasil”. Marialva Há 400 quilômetros de Curitiba, a cidade de Marialva sediou a entrega de 63 máquinas, que beneficiam outros 46 municípios do Paraná. No total, foram 46 retroescavadeiras e 17 motoniveladoras entregues no local. O prefeito da cidade, Edgar Silvestre, que é considerada a capital da uva fina, destacou os programas desenvolvidos pelo MDA: ”precisamos de máquinas como essas para melhorar a vida de nossas comunidades. Não temos como adquirir com recursos próprios, mas o Governo Federal, por meio do MDA entendeu esta necessidade e hoje transformou isso em realidade.”O ministro Pepe Vargas lembrou que muitos outros benefícios devem chegar imediatamente com a divulgação do Plano Safra da Agricultura Familiar. Medidas que vão melhorar ainda mais a vida de quem aposta na atividade, aumentando a produtividade, gerando mais emprego e por consequência melhorando a economia dos municípios. “Entre as novidades do Plano Safra deste ano está a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Rural, que será com certeza uma transformação para o agricultor familiar”.O Paraná tem 399 municípios, 350 vão ser beneficiados com o PAC 2 equipamentos até o final do ano. Foram investidos R$ 35 milhões na compra dos equipamentos.

(Portal do Desenvolvimento Agrário - DF - 13/05)

IMPORTÂNCIA DA AGRICULTURA FAMILIAR NA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR É TEMA DE FÓRUM NA BAHIA
Diretores de escolas da rede estadual de ensino da Bahia e agricultores familiares do Território do Litoral Norte e Agreste Baiano participam, nesta segunda-feira (13) do Iº Fórum Territorial Sobre a Importância da Agricultura Familiar na Alimentação Escolar, promovido pelo Colegiado de Desenvolvimento Territorial do Litoral Norte (Codeter – LN), com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O encontro ocorre no Centro Territorial de Educação Profissional do Litoral Norte (Cetep – LN), no município baiano de Alagoinhas. Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae-BA/MDA) na Bahia, Gildete Calumbi, o tema do fórum, além de ser muito importante é, também, oportuno. ”Com o retorno das chuvas, registramos procura maior dos agricultores em relação ao Pnae, responsável pelo grande estímulo da produção dos trabalhadores rurais familiares”, acrescenta. O evento conta, também, com o apoio do governo do estado da Bahia, da Secretaria de Estado de Educação, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), além do próprio MDA. Pnae Instituído pela Lei nº. 11.947/2009, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) prevê a compra de ao menos 30% dos alimentos provenientes da agricultura familiar para serem servidos nas escolas da rede pública de ensino. É alimento fresco e de qualidade na merenda escolar e a garantia de geração de renda para os agricultores e o município. Como funciona a compra A compra é feita por meio de chamadas públicas, com dispensa de licitação. O Programa possibilita, nacionalmente, o gasto de R$ 1 bilhão por ano para a aquisição de alimentos da agricultura familiar.Importância do Programa O Pnae é uma importante ferramenta no combate à pobreza e uma forma de crescimento para os municípios que investem na alimentação das crianças de escolas públicas.

(Portal do Desenvolvimento Agrário - DF - 13/05)

SUSTENTABILIDADE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Produtividade e sustentabilidade devem andar lado a lado caso o produtor rural vislumbre sucesso em seu negócio. Na busca de conscientizar a todos da importância desta sinergia tanto no meio rural quanto para a sociedade dos centros urbanos, a 41ª edição da Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá (Expoingá), realizada no Parque Francisco Feio Ribeiro, em Maringá, abre o evento com o tema "Semeando Sustentabilidade". Os portões foram abertos ao público na última quinta-feira e a programação segue até o dia 19, com a expectativa de movimentação global de R$ 260 milhões e 500 mil visitantes. De acordo com o presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM), Wilson de Matos Silva Filho, o tema é justificado pelo compromisso da entidade e dos setores ligados ao agronegócio com a próxima geração. "Muitos avanços no ponto de vista sustentável estão sendo realizados. Nosso objetivo é semear este tema para que as próximas gerações colham os frutos, tendo uma qualidade de vida tão satisfatória ou até melhor do que a nossa", explica o presidente.Para Filho, o agronegócio tem contribuído com esta visão, como pode ser comprovado com a aprovação do Código Florestal, que após meses de discussão, conseguiu atingir consenso entre produtores e ambientalistas. "Temos que disseminar esta visão para toda a sociedade. Conscientizar todo o público que estará aqui no parque: parceiros, expositores, agricultores e associados da entidade." Algumas ações serão promovidas pela SRM para fortalecer este tema durante os 11 dias de feira. Haverá coleta de lixo reciclável durante a Expo, todos os banners usados no parque se converterão em sacolas reutilizáveis, torneiras automáticas nos banheiros auxiliam no menor consumo de água, além de uma equipe de alunos das universidades da cidade que abordará as pessoas e entregará um material sobre a importância de atitudes sustentáveis para preservar o meio ambiente.Quando o assunto é negócio, o presidente da Rural preferiu não estipular crescimento e trabalha com o faturamento do ano passado, na casa dos R$ 260 milhões. No total, 912 expositores da indústria, do comércio, da agricultura e da pecuária estão no parque na busca de captar clientes e fechar vendas. "O momento está propício para o setor do agronegócio, com as commodities tanto do boi quanto dos grãos em excelentes preços. O produtor está capitalizado e pode usar a Expoingá para a busca de novas tecnologias para o campo, informações técnicas e aquisição dos lançamentos em maquinário. Além disso, estamos movimentando a nossa economia local, criando 10 mil empregos diretos eindiretos."Na feira, a liberação de crédito para financiamentos fica por conta do Banco do Brasil e do Sicredi. "O BB vai ofertar R$ 400 milhões e o Sicredi R$ 180 milhões. Ambas as instituições financeiras vão trazer facilidades de pagamento, taxas de juros diferenciadas, para que os produtores possam fechar negócio durante o evento e nos meses seguintes." Fazendinha sustentável A tradicional Fazendinha também é local estratégico para as ações sustentáveis. A parada obrigatória de caravanas e grupos que visitam o evento conta com a orientação de técnicos do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que promovem atividades de conscientização. Neste mesmo espaço há uma equipe para dar explicações sobre as atividades sustentáveis que fazem parte da programação da Expoingá 2013.

(Folha de Londrina - PR - 13/05)

RICHA PROMETE EFICIÊNCIA NO ESCOAMENTO DE ‘SUPERSAFRA’
No dia que Maringá completou 66 anos, a 41ª edição da Expoingá teve sua abertura oficial no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro. A expectativa é que nos 11 dias de feira – com fechamento no dia 19 de maio – 500 mil pessoas passem pelo local, com uma movimentação global de R$ 260 milhões. Na sexta-feira (10), a solenidade de abertura contou a presença do vice-presidente, Michel Temer e o governador do Paraná, Beto Richa, além de diversos vereadores, deputados, senadores, presidentes de cooperativas e representantes de diversas outras entidades.O tema deste ano do evento é "Semeando a Sustentabilidade" e o presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM), Wilson de Matos Silva Filho, fez questão de ressaltar a importância do agronegócio para a região. "Hoje temos um campo fértil, não só falando da soja e milho, mas também em outros setores do agronegócio. Aqui também possuímos um cooperativismo forte e a Cocamar é prova deste nosso desempenho", avaliou Filho. Em relação ao tema da feira, o presidente da Rural lembrou das diversas propriedades que fazem "com extrema eficiência" o trabalho de integração lavoura-pecuária-floresta. Porém, não deixou de fazer algumas críticas sob a forma que os produtores rurais estão sendo tratados nos último tempos no País. "Enfrentamos dificuldades, como a crise na época da discussão do Código Florestal e também em relação à armazenagem e o escoamento da nossa produção. Acredito que os governos Estadual e Federal estão trabalhando para atenuar estes gargalos", avaliou.O governador Beto Richa não perdeu tempo e disse que investimentos estão sendo feitos no Porto de Paranaguá para que este ano "a supersafra de grãos seja escoada de forma eficiente". Ele lembrou que no ano passado,


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